Melhores soluções da arquitetura brasileira: plataforma cataloga mais de 30 exemplos para inspirar novos projetos

Mais de 30 exemplos de grandes soluções criadas pela arquitetura brasileira ganham um catálogo especializado que pode inspirar novos projetos e ao mesmo tempo preserva essa valiosa história. A plataforma gratuita Instituto Arthur Casas de Arquitetura e Inovação reúne arquivos de seis décadas de sistemas construtivos da arquitetura brasileira no site institutoarthurcasas.com, com plantas, desenhos, fotografias, comentários e explicações técnicas.

A seguir, detalhamos alguns exemplos deste banco de soluções para você conhecer. Confira!

 

Rino Levi já sabia que a brise não era ornamento

Na fachada do edifício da OAB, brises curvos de fibrocimento criavam uma câmara de dispersão de calor entre o elemento e o vidro – e ainda deixavam a vista livre. A técnica permitiu ambientes menos dependentes de eletricidade, mais iluminados e ventilados.

Luiz Nunes entendeu que a fachada podia respirar

No edifício Caixa d’Água, em Olinda, ele foi o primeiro arquiteto brasileiro a usar o cobogó. Uma parede inteira de peças vazadas que ventila, sombreia e ainda constrói a identidade do edifício. Uma solução que nasceu para ser produzida em série.

À esquerda, no Edifício Ordem dos Advogados de Rino Levi, a criação de espaços entre os aparatos de controle solar – seja via brises ou elementos vazados – e as esquadrias internas compõe o repertório de estratégias de dispersão de calor, entre o ambiente externo e o ambiento interno. À direita, o Edifício da Caixa d’Água, em Olinda, constitui-se como um marco arquitetônico no país por ser o primeiro a utilizar o cobogó, em 1935. A criação pernambucana, patenteada em 1929, aliava a tradição dos elementos vazados da arquitetura brasileira a um novo olhar, voltado à pré-fabricação e às possibilidades da construção em série | Fotos: institutoarthurcasas.com
Paulo Mendes da Rocha projetou um caixilho que desaparece quando abre

Suspenso na laje por um tripé inspirado na indústria automotiva, o caixilho de ferro gira sem montante nem moldura ou interrupção. O elemento atribui um visual limpo para a fachada, acentuando a arquitetura.

Abrahão Sanovicz decidiu que uma peça só podia fazer tudo

No Edifício Fiandeiras, cada elemento pré-moldado de concreto integrava caixilho de vidro, cobogó e proteção solar num conjunto único, fabricado fora do canteiro. Menos desperdício, mais controle e precisão, antes mesmo da obra começar.

À esquerda, Paulo Mendes da Rocha realiza na Casa Mário Masetti, de 1968, diversas inovações: entre elas, o apoio em apenas quatro pilares e a incorporação ao caixilho de elementos de design da indústria automotiva. À direita, no Edifício Fiandeiras, de 1972, Abrahão Sanovicz antecipa estratégias consideradas hoje centrais na temática da construção racionalizada. evidenciando a viabilidade da adoção de elementos industrializados na vedação de fachadas, por exemplo | Fotos: institutoarthurcasas.com
Milton Ramos imaginou uma arquitetura brasileira que fosse replicável

A tipologia do Edifício R2 consolidou a pré-fabricação em concreto como estratégia de agilidade construtiva, replicada 42 vezes em Brasília. Com painéis de argila expandida e montagem em 15 dias, o sistema reduziu custos e aumentou a eficiência dos processos em larga escala.

A tipologia R2, desenvolvida por Milton Ramos em colaboração com Aleixo Furtado para a construtora Rabello, consolida a pré-fabricação em concreto como estratégia para agilizar construções em larga escala. O sistema se baseia em painéis pré-fabricados em concreto e uso de argila expandida, combinando redução de peso e desempenho térmico, enquanto a montagem em aproximadamente 15 dias evidencia o ganho de tempo em obra. A ideia era ainda mais relevante quando se considera as demandas contemporâneas de escala, custo e prazo, ao permitir a multiplicação de soluções previamente testadas | Foto: institutoarthurcasas.com

E você, o que achou das soluções? Comente com sua opinião ou outros exemplos de soluções interessantes da arquitetura brasileira!

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