Instalação Corpo Coletivo materializa desafio sobre mobiliário urbano promovido pelo Senac São Paulo

O mobiliário urbano tem um aspecto funcional claro: oferecer suporte a diversas atividades que acontecem pelas ruas das cidades. Mas e se o equipamento também pudesse ser usado para aproximar as pessoas e despertar empatia? Essa foi a reflexão levada pelo arquiteto e designer Guto Requena, consultor criativo do Senac São Paulo, aos alunos do bacharelado em arquitetura do Centro Universitário Senac. Num desafio interno proposto pela instituição, os estudantes foram convidados a desenvolver mobiliário urbano que estimulasse a interação entre os usuários e propiciasse a construção de conexões simbólicas. Durante a DW!15, o projeto vencedor, a instalação Corpo Coletivo, ganhou forma em escala real na Galeria Metrópole.

A instalação Corpo Coletivo usa um recurso simples – o jogo de espelhos – para ressaltar a potência do encontro. À direita, em primeiro plano, o arquiteto e designer Guto Requena, consultor criativo do Senac São Paulo, observa de perto a instalação na Galeria Metrópole | Fotos: @fabianosanches_ e @noellemr

Enquanto o desafio acontecia, ao longo de 2025, Guto e professores do Senac Santo Amaro acompanharam e avaliaram os mais de dez projetos inscritos. A seleção foi feita em diversas etapas até que, em novembro passado, um grupo de especialistas escolheu a obra Corpo Coletivo entre cinco finalistas.

“A atividade foi um momento muito rico porque a gente enxerga o futuro do design nesses alunos, tão jovens, trazendo um olhar afetuoso para a cidade. Todos os projetos ficaram lindos”, diz Guto.

Criada pelos estudantes Beatriz Sales, Emerson Carlos, Dominique Santos, Giovanna Santos, Pedro Murata, Riquelme Almeida e Thiago Guedes, a instalação Corpo Coletivo usa um recurso simples – o jogo de espelhos – para ressaltar a potência do encontro. Composta por biombos de bambu distribuídos em formato de estrela, a instalação traz ao centro um totem que reproduz imagens fragmentadas. Para que uma figura humana completa se forme, é necessário que haja cinco participantes, cada um posicionado numa divisória. Em vez do olhar autocentrado e do reflexo que devolve apenas o “eu”, o objeto propõe sair do eixo individual e experimentar a força da união, essencial para a formação de laços de afeto.

Composta por biombos de bambu distribuídos em formato de estrela, a instalação traz ao centro um totem que reproduz imagens fragmentadas | Foto: @noellemr

Na DW!, a instalação ocupou uma área aberta, na saída da Galeria Metrópole para a rua Basílio da Gama, e funcionou como um convite para que cada indivíduo se reconheça como parte de um todo. Após o festival, o projeto foi remontado no Centro Universitário Senac.

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