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Prêmio Rising Talent: design jovem e sustentável é destaque na Maison&Objet

Preparados para as novidades da Maison&Objet, na França? De 07 a 11 de setembro a feira tem sua segunda edição de 2023 e vem com novidades, como um setor dedicado à beleza e ao bem-viver. Mas não só: o prêmio Rising Talent contempla designers e estúdios que se propõem a pensar o futuro do design.

Um dos pontos de partida desses novos criadores é questionar o objeto e sua forma de consumo a partir das pessoas, bem como da maneira de fabricar. É um desafio de reestruturação da cadeia, desde o desenvolvimento ao desejo de compra.

Sete profissionais solo e escritórios assinam criações “comprometidas em explorar as sete virtudes cardeais que levam a uma empolgante ‘Revolução do Design Francês’”, segundo a plataforma da Maison&Objet. Conheça com a gente o trabalho de jovens talentos que serão expostos no festival.

Sofá S.C.M. desenvolvido por Athime de Crécy com recortes simples e que servem como suportes para objetos | Fotos: Reprodução @athime_de_crecy

Athime de Crécy

O designer Athime de Crécy aplica uma máxima cara à Bauhaus: forma segue função. Ele diz que tem “mais apreço por um objeto prático do que por uma coisa bonita” e emprega o design industrial a suas criações, oferecendo ao consumidor, objetos e móveis práticos. O estúdio do designer é recente, nasceu em 2022, e desenvolve produtos como o sofá S.C.M. (fotos), que aplica linhas simples para acomodar usuário e objetos como notebooks, revistas e livros.

A tecnologia da impressão 3D aliada a inspirações naturais fazem parte do trabalho de Hugo Drubay | Fotos: Reprodução @hugodrubay

Hugo Drubay

Nascido em 1995, o designer e escultor Hugo Drubay se inspira nas artes decorativas francesas, em especial nos artistas e artesãos dos séculos 17 e 18. Apesar de se alimentar do passado, seu trabalho está em total sintonia com o presente. Bons exemplos são os espelhos da coleção Aux Arbres (foto à esquerda) impressos com braços robóticos com tecnologia de ponta e digitalizados a partir de carvalhos reais. A primeira unidade emoldurou um espelho do século 19. Hugo também trabalha com vasos (imagem à direita) e esculturas impressos em porcelana, que são moldados a partir de parâmetros numéricos para ondulações que simulam a hibridez entre plantas e animais.

A artista Jeanne Andrieu passa ao lago da funcionalidade e cria objetos cerâmicos que têm uma relação peculiar com o tempo | Fotos: Reprodução @jeanneandrieu.ceramics

Jeanne Andrieu

A ceramista Jeanne Andrieu, de 28 anos, conquistou o prêmio Rising Talent Craft, oferecido pelo Atelier d’Art de France. Longe de um design puramente funcional, as obras da artista são esculturas que “representam fragmentos de memórias e de um mundo particular, que [ela] cria a partir de meus estudos de fauna e flora, tanto quanto de inspirações tiradas de autores e cineastas de fantasia.” Jeanne aperfeiçoou sua técnica na Maison de la Céramique em Dieulefit e faz da deficiência auditiva uma força criativa, que experiencia o tempo: “Através do ato da criação, desejo compensar o desaparecimento de um mundo. Minhas esculturas são fósseis congelados entre o sonho e a realidade”, afirma.

Nicolas Verschaeve trabalha com objetos que exploram a forma, seja por encaixe ou adaptação de moldes, e usa madeira, cortiça, terracota e vidro | Fotos: Reprodução @nicolas.verschaeve

Nicolas Verschaeve

O espaço e a forma de representar e interagir fazem parte da concepção traçada pelo designer Nicolas Verschaeve: “Defino minha prática como ‘situada’, porque a vejo mais próxima de onde o mundo está mudando”, explica ele. O criativo se inspira na natureza, usa cortiça, terracota, madeira torneada e vidro em suas peças, como no banco Escale.01 (foto à direita), todo encaixado, e nas luminárias moldadas, que investigam o potencial de um método de produção reinterpretado: “uma ferramenta de duplicação que se torna um meio de pesquisa”. Uma forma de, a partir de um molde reajustado, gerar “um alfabeto de várias formas”.

Minimalismo em objetos, luminárias, móveis e roupas rege o trabalho do duo Arthur Fosse e Samuel Perhirin, do estúdio Passage | Fotos: Reprodução @passageoffice

Passage

Passage é a marca criada pelos criativos Arthur Fosse e Samuel Perhirin que está no limiar entre design de produto e de moda. “Somos inspirados por criadores como Pierre Cardin e Raf Simons, que também exploraram a porosidade entre essas duas disciplinas”, afirma Arthur. Para ambos não há separação entre as áreas e, para a Maison&Objet, o estúdio apresenta a coleção Mise à l’eau, que quer ser contemporânea, minimalista e apontar a identidade do menswear + design de produto, em formas simples e materiais sustentáveis.

Versatilidade na produção de diferentes tipos de produtos e em escalar diversas é parte do êxito da dupla do escritório SCMP | Fotos: Reprodução @scmp_designoffice

SCMP Design Office

O SCMP Design Office, dos designers Sébastien Cluzel e Morgane Pluchon, coloca as pessoas no centro do pensamento sobre design e questiona itens cotidianos. Quais os valores de objetos que trazemos por toda a vida e que marcam nossa rotina? Esse é um dos questionamentos que move o trabalho da dupla. Entre as criações a serem apresentadas na Maison&Objet estão as cadeiras e bancos da coleção Galta (foto à esquerda), projetadas para a Kann Design, e os copos de saquê (à direita) desenhados para o fabricante japonês Kimoto Glass.

O designer Tim Leclabart aposta no design atemporal e que bebe da fonte de grandes mestres, inclusive, brasileiros como Oscar Niemeyer | Fotos: Reprodução @timleclabart

Tim Leclabart

Tim Leclabart estreou com a mesa Curved (foto à esquerda), que vai ser apresentada na Maison&Objet. A peça é inspirada no Brasil, nas criações do arquiteto Oscar Niemeyer: “Esta mesa de centro evoca minha estada no Rio e reflete meu carinho por Oscar Niemeyer. A forma livre do tampo lembra o telhado da Casa das Canoas”. Tim tem seu ateliê desde 2019 e trabalha com móveis de caráter atemporal, com design com um pé na história, tem uma assinatura com referências pós-modernas e requintadas. O uso de madeiras, como as que se assemelham ao pau-ferro e elementos geométricos, faz lembrar o trabalho de outros brasileiros, como Joaquim Tenreiro e Sergio Rodrigues.

E então, preparados para o que vem por aí na esfera da criação nos próximos anos? Um time de peso – Philippe Starck, Alexis Georgacopoulos, Stéphane Galerneau, Emmanuel Tibloux, Lauriane Duriez, Constance Rubini, Hervé Lemoine e Isabelle Dubern – foi quem indicou os novos criativos ao prêmio. Vale olhar para o que eles têm apontado como significativo: criações feitas para durar, adaptáveis a mais de um uso; responsáveis com o meio ambiente e socialmente emocionantes.

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