A arandela PMR, criada originalmente pelo premiado arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, ganha uma reedição da Lumini em parceria com o escritório Metro Arquitetos, que durante anos realizou trabalhos em estreita colaboração com o vencedor do Pritzker de 2006. Recorrente em projetos de Paulo Mendes da Rocha, a luminária nasce de uma solução direta, resolvida originalmente em obra. Na parceria entre Lumini e Metro, o desenho recebe uma nova escala de produção, que preserva o gesto original e incorpora um desenvolvimento técnico mais preciso na fábrica da marca.

O desenho da peça parte de um princípio elementar da arquitetura: o movimento. O próprio corpo do objeto atua como eixo de rotação, dispensando suportes aparentes ou componentes adicionais. Assim, estrutura, função e forma se resolvem em praticamente um único traço contínuo. Na articulação da arandela, a lâmina funciona ora como rebatedor, ora como anteparo, definindo diferentes aberturas e intensidades de luz. Na reedição da Lumini, uma aleta interna amplia esse controle e, com tecnologia LED, permite regular com exatidão a emissão para cima ou para baixo.

A luminária PMR se transforma então em um instrumento de modulação da atmosfera. Cria um plano que, ao ser movimentado, é capaz de desenhar a luz na parede. Esta característica dialoga com a convicção de Paulo Mendes da Rocha de que a clareza estrutural pode produzir beleza. “Pensamos que o Paulo ficaria muito satisfeito ao ver essa versão da peça, pelo nível de cuidado com que ela foi desenvolvida. Ele gostava das coisas com esse tipo de primor e tinha um apreço enorme pelo que a indústria é capaz de fazer”, comentam Martin Corullon e Gustavo Cedroni, sócios-diretores e arquitetos à frente do Metro. Resultado de um processo que atravessa o tempo, a PMR reafirma a luz como consequência do gesto construtivo, atualizando e potencializando sua concepção original.
Para conhecer a peça, visite o site da Lumini.